terça-feira, 24 de janeiro de 2012

(Esta imagem foi retirada da Google)
Eu, quero privar contigo as cores da lua aberta
As cores que eu, consigo agarrar com a minha mão
O arco-íris que meus olhos vem sobre toda a terra
Eu, quero privar contigo a alegria do meu coração.
Há uma luz infinita sobre as montanhas do planeta
Que me cala, que me canta, que me desperta
E, há sobre o horizonte uma linha recta
Que vem do sol e da lua em cântico de festa.
Eu privo contigo a minha graça que não silencia
O cântico perfeito que amacia a lua
Que ilumina a noite, que ilumina o dia
Privo contigo esta beleza, para que, seja tua.
Brilha o sol com uma luz sua, mais que sua
Privar contigo esta magia, é amar-te, é ser amado
É sentir-me como nasci, sem vestes nua
É amanhecer contigo neste dia sagrado.
E, há pedaços de palavras
Que vão unindo a argila e o orvalho
Há a Lua, o Sol a Terra e o infinito mar
Há todas as dores que tu travas
Do cansaço, da ternura e até do trabalho
Sempre privo contigo o belo, o dia, a noite, o luar….

Escrito por: Angelina Alves



terça-feira, 17 de janeiro de 2012

"Contrastes"



Os peixes moviam-se ao cimo da  água cristalina do mar azul, e perdiam-se em cardumes pelo mar imenso da costa cor do céu e da terra em contrastes de verde, azul e cinza: Eu, perdia-me naquele tempo, tentando filtrar na minha retina tão grande beleza , para não mais esquecer...
Era ainda menina quando entrei pelo mar adentro sem receios como que dele sempre tivesse feito parte: como que ele, o mar sempre tivesse sido o meu leito de agasalho, de ensino e de amor. Andava sempre com um saquito na mão, apanhava conchas e pedras todas diferentes, levava-as para casa e no sótão no baú da avó Zélia, eu as guardava como que fossem o meu mais valioso tesouro. Os anos passaram tão depressa, notei a grande diferença aquando naquele dia no mesmo mar azul eu tentava apanhar as mesmas pedrinhas, ou outras e as conchas e, já nada havia. Tudo estava mudado. O mar continuava azul, embora, a água não fosse tão cristalina, nem os cardumes de peixes eu vi mais.
Havia agora um abismo nas escuras profundezas  até havia peixes - poetas no suporte do sono imemorial do homem. Havia os maus e os inocentes  no mesmo mar azul turvando a água cristalina de outrora. Olhei o mar aflito e rouco pelo grito ao sol que arrancara do antigo mar o pão que muitos haviam de comer...
Quando abri o baú da avó Zélia, agarrei no " meu tesouro" e devolvi-o ao mar na convicção que o havia roubado...Há tantas formas vãs do mudável pensamento, formas organizadas em sonho: Há cânticos de melodias que nos finalizam a hora da chegada ou da partida. E, há sempre as magnólias matinais que se vestem de branco no nosso amanhecer, moldurando a terra e o mar num entardecer sem igual. Vagueiam os pássaros dinossantes, ofuscando o vago das estrelas; Não se chocam as proas de galeras nos céus: Em silêncio mandam para nós pedras finas de losangos frios, no rigor do inesgotável sentido da vida. Os suaves afectos permanecem na nossa memória com todas as forças na terra viva...

Escrito por: Angelina Alves

sábado, 14 de janeiro de 2012

"Extractos de navegantesempremviajem"



(Esta imagem foi retirada da Google)

Para os lados do mar, cresciam luzindo os bosques e os pinheiros, o vento soprava suave entoando baladas de esperança ao som da melodia dos pássaros. A vida fluía na compreensão de tanta graça. Os Céus abriram as comportas deixando cair chuvas cristalinas nas cores do arco íris que, de todo o lado chegavam minuciosamente controladas ao mais ínfimo pormenor arte cheia de encanto: Fazia lembrar a tão prometida Terra, chamada de Paraíso. Mas, também os nossos olhos nos iludem à Glória O ritual de harmonias contrárias numa festa de pedra, as músicas eram frenéticas e pousavam em geometria  no intimo da verdade mãe natureza, onde a força real implementava ordem de destruição, sobre o olhar de tantos olhares nos limites da morte...
Mas, há sempre um fluir que sai do asfalto, a rosa que floresce no deserto, os frutos da terra e do mar encontram-se e haverá Glória. Haverá esperança: Haverá um final de tristeza e a noite não ficará ferida e o dia reinará uniforme; Há sempre um mar solto que se liga ao sol e tudo sustenta. Tenhamos coragem para não nos acharmos perdidos...
Não podemos deixar que o ódio pinte de sangue a nossa esperança; Nem tão pouco que hajam tubarões desejando, que se esvazie a nossa tolerância incapacitando-nos de pensar, de estar, e, acima de tudo de Ser....

Escrito por: Angelina Alves

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Meditação: Encontro consigo próprio

Acalmando a mente e o espirito

ver,ouvir e relaxar


(Esta imagem foi retirada da Google)

Inclinei-me sobre o tempo
O tempo que, pelo tempo já passou
Tantos momentos, num breve momento
A seiva da folha a mim se aliou
Inclinei-me sobre o tempo
Onde vi sombras, onde vi luz
Onde vi castelos a voar com o vento
Vi o rico e vi o pobre sofridos na mesma cruz.
Vi o inesgotável de quem não tem pão
Vi a dor de quem sofre pela injustiça
E, senti o cantar do silêncio numa oração
Quando as palavras já gastas ficam caladas sem vida.
Inclinei-me sobre o tempo
Da vida dos pássaros
Na fuga da vida falhada, do desespero
Do grito à vida pela conquista de espaços.
Há uma sombra no tempo
Que nunca se deixou apanhar
Contrariado sopra sempre um vento
Na luz que nunca se deixa pintar...
Inclino-me sobre o tempo
E, olho os pássaros mudos em silêncio dançam
Sobrevoam em  pontas de lâminas com atento
Um bom presságio chega até nós  os sinos tocam...

Escrito por: Angelina Alves 



quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

"Extractos"



(Esta imagem foi-me oferecida pela querida Mada)

Era tudo tão simples quando nos esperávamos tão disponíveis um para o outro: Éramos como duas almas em uma só, entendíamo-nos apenas com o olhar e, conseguíamos falar um com o outro, muitas vezes sem serem preciso palavras. Perdia-me nos teus olhos negros, profundamente doces. Reflorescemos em glória no cantar da nossa sábia adolescência nos ritos de Vénus e Júpiter: O nosso amor fez arder os bosques de nossos corpos, quando nossos olhos respondiam em desejos de lume. Eu, fui a tua rosa aquecida no teu fulgor: Celebramos a vida no templo onde os astros desceram ao firmamento. Fomos ungidos de perfumes sagrados que reflorescem ainda hoje no nosso amor ardente...Sou a tua deusa que te ama e suspira e em desejo, morre e sonha. Tu, és a minha vida e o meu alimento.  Ó frescura da flor e o sol quente que a devora:  Ó fogo que queima nesta hora...
A manhã trouxe as folhas de ti; o sonho tocou a flor no asfalto: Evasiva a flor olha o sol, toca-lhe o pensamento, segue o voo da ave: Há um grão de areia fiel numa praia imensa.  Chegou uma branca neve com o nome de uma paz desconhecida e um silêncio breve; A presença da vida.

Escrito por: Angelina Alves

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"Extractos"


Este sol de Janeiro, que beija os lábios da madrugada ainda nua e fria, quase morna, onde se transpira o orvalho cristalino das estrelas que madrugam num vai vem da alvorada. O sol de olhos abertos e livres,instiga-me a viajar pelos labirintos do infinito, por onde voam pássaros que espalham fios cheios de esperança sobre as almas inquietas, mas, atentas à boa mudança. Nascem do mar flores verdejantes, que, derramam suaves aromas trazidos pelo vento e, nos envolvem em lençóis de alegria e sorrisos. Sugo devagarinho este orvalho nos lábios da madrugada: Nela viajo de nascença por todas as madrugadas, por todos os tempos. Manhã tão calma, tão doce e tão serena.
De súbito uma sensibilidade mais profunda, fez-me olhar lá mais para o fundo da paisagem agora ofusca; deixei de ver as montanhas, o sol escondera-se, o nevoeiro cerrado retirou-me da retina dos meus olhos, o sol que brilhou neste dia de Janeiro. Senti-me um pouco inquieta, o soalho rangia sob os passos, alguém chegava; ou alguém partia. E tudo mudou na doce monotonia da minha infância, onde eu, me refugio das agruras desta vida que por vezes me entorpece e me desafia na grande importância de me ver renascida. Doce é a áspera canção que em mim esplande e me prende à vida...

Escrito por: Angelina Alves