terça-feira, 10 de janeiro de 2012

"Extractos"


Este sol de Janeiro, que beija os lábios da madrugada ainda nua e fria, quase morna, onde se transpira o orvalho cristalino das estrelas que madrugam num vai vem da alvorada. O sol de olhos abertos e livres,instiga-me a viajar pelos labirintos do infinito, por onde voam pássaros que espalham fios cheios de esperança sobre as almas inquietas, mas, atentas à boa mudança. Nascem do mar flores verdejantes, que, derramam suaves aromas trazidos pelo vento e, nos envolvem em lençóis de alegria e sorrisos. Sugo devagarinho este orvalho nos lábios da madrugada: Nela viajo de nascença por todas as madrugadas, por todos os tempos. Manhã tão calma, tão doce e tão serena.
De súbito uma sensibilidade mais profunda, fez-me olhar lá mais para o fundo da paisagem agora ofusca; deixei de ver as montanhas, o sol escondera-se, o nevoeiro cerrado retirou-me da retina dos meus olhos, o sol que brilhou neste dia de Janeiro. Senti-me um pouco inquieta, o soalho rangia sob os passos, alguém chegava; ou alguém partia. E tudo mudou na doce monotonia da minha infância, onde eu, me refugio das agruras desta vida que por vezes me entorpece e me desafia na grande importância de me ver renascida. Doce é a áspera canção que em mim esplande e me prende à vida...

Escrito por: Angelina Alves


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